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Postado por em jan 25, 2019 em Notícias, Slides | 0 comentários

CARTEIROS COMEMORAM SUA DATA EM MEIO À LUTA PELA ENTREGA MATUTINA

CARTEIROS COMEMORAM SUA DATA EM MEIO À LUTA PELA ENTREGA MATUTINA

Mais de 55 mil Ecetistas seriam beneficiados com as mudanças no horário de distribuição. SINDECTEB e FINDECT continuam na luta pela implementação em todo o paí

Há 22 anos, José Marcelo levanta cedo, toma seu café da manhã, veste o uniforme e segue para sua rotina diária, na qual vai caminhar, pelo menos, doze quilômetros. Poderíamos estar falando da rotina de um corredor, de um maratonista em ritmo de treinamento para uma grande prova, porém, o personagem aqui é visto diariamente em todas as cidades do Brasil: José Marcelo é carteiro.

José Marcelo (dir) e o Delegado do SINDECTEB em Jaú, Paulão.

No dia 25, José Marcelo e mais 55 mil carteiros comemoram o seu dia. A data foi escolhida com base na história do desenvolvimento postal Brasileiro. No dia 25 de janeiro de 1663, foi criado o Correio-Mor no Brasil, sendo o Luiz Gomes da Matta Neto o primeiro titular.

O português foi responsável por organizar uma entidade capaz de expedir toda a correspondência no território brasileiro, inclusive os documentos que chegavam da sede do governo, em Portugal.

O primeiro carteiro brasileiro e patrono dos Correios é Paulo Bregaro, que entregou a D. Pedro I, no dia 7 de setembro de 1822, correspondência informando sobre novas exigências de Portugal com relação ao Brasil. Ao recebê-la, D. Pedro reagiu às imposições da Corte e declarou no ato a Independência do Brasil.

Apesar da secular história aqui no Brasil, a profissão de tem origem muito mais antiga que a própria palavra carta. No Egito nos anos de 2400 AC, os faraós estruturaram um sistema de mensagens entregues por pessoas. Surgia então o primeiro registro histórico de entrega de correspondência.

Daquele tempo até hoje, as mudanças são imensas, mas apesar das inúmeras alterações ocorridas durante todo esse tempo, uma coisa não mudou: ser carteiro exige força de vontade, preparo físico e muita competência.

Vamos voltar à rotina de José Marcelo. Tendo como base a média de 250 dias úteis no ano e a média de quilômetros percorridos diariamente, nessas duas décadas de exercício da profissão, ele já caminhou o suficiente para dar uma volta e meia em torno da Terra!

E se não bastasse a distância, ainda é preciso lidar com outros desafios, como as altas temperaturas do verão, a quantidade de peso carregado diariamente, a insegurança de certos bairros e cidades e a falta de informações nas ruas e logradouros das cidades brasileiras.

“ A profissão tem sim seus desafios. Não é fácil percorrer grandes distâncias todos os dias, mas são os carteiros quem carregam para a população a imagem dos Correios” afirma Laerte Paes Claro, que exerceu a função de carteiro no CDD Falcão.

E por falar no relacionamento com a população, o que os Companheiros Carteiros percebem atualmente é um certo distanciamento. As casas com muros mais altos, os condomínios fechados e edifícios trouxeram um certo distanciamento entre o carteiro e as pessoas, porém, em muitas cidades e bairros, o que se vê é uma relação que preza pelo respeito.

“A ECT perdeu um pouco do respeito da população devido aos atrasos de encomendas e dificuldades da empresa, porém, ainda é muito comum ser bem recebido nos locais onde eu passo” afirma Otávio Bertolucci, carteiro lotado no CDD Jaú.

Esse tipo de dificuldade pela qual o carteiro passa não é causada pela sua falta de esforço, mas sim pela gestão da Empresa, que reduziu o quadro de funcionários e não realiza a reposição adequada, fazendo com que seus funcionários sejam hostilizados por erros que não são de sua responsabilidade.

Entrega Matutina: O maior desafio

Sem dúvida, um dos maiores desafios dos Carteiros é o calor. Durante o verão, algumas cidades do interior paulista registram temperaturas próximas dos 40 graus. Debaixo do sol da tarde, os carteiros encaram sua caminhada diária, que se torna muito mais desafiadora quando o sol está forte.

Foi pensando em otimizar a qualidade de vida desses profissionais e sua produtividade que surgiu a entrega matutina. Ela veio após incessante briga dos sindicatos e dos Trabalhadores por melhores condições. Aos poucos, a ECT está implementando as entregas pela manhã, contudo, elas ainda estão longe de ser uma realidade em muitas cidades brasileiras.

A profissão de carteiro se expõe a muitos riscos diariamente, e a exposição ao sol é uma das principais ameaças. Alterar o horário das entregas é uma demanda urgente que o SINDECTEB acompanha e luta há muito tempo. “Quando chegamos de manhã na unidade, estamos com todo o gás, acredito que a entrega matutina ajuda no nosso bem-estar e na nossa capacidade de trabalho. Espero que ela se faça real o mais breve possível” afirma o Carteiro Marcos Antônio de Godoy.

Mesmo com aparatos de proteção, como chapéu, blusas de manga longa e protetor solar, o forte calor e a radiação solar são prejudiciais aos trabalhadores, além de serem responsáveis por agravar o desgaste diário das longas caminhadas. Mesmo quem é carteiro motorizado sabe que a entrega matutina é um desejo e uma necessidade de todos os carteiros. O SINDECTEB continuará na luta pela implementação das entregas matutinas em todas as cidades da região e somando forças junto à FINDECT para que as entregas pela manhã tornem-se realidade em todo o Brasil.

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