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Postado por em set 21, 2020 em Notícias, Sem categoria, Slides | 0 comentários

“O Trabalhador vai sempre continuar lutando”

“O Trabalhador vai sempre continuar lutando”

Com essas palavras, o Presidente José Aparecido Gimenes Gandara trouxe para a Categoria a nossa realidade: lutar, unir-se politicamente e agir de maneira coletiva e pensando no trabalhador.

Como todos puderam constatar no julgamento do Dissídio Coletivo, a maioria dos Ministros do TST corroboraram com a proposta da Empresa em retirar diversas cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho. Foram mantidas apenas 20 cláusulas do Acordo Coletivo.

Nem mesmo a indignação da Ministra Kátia Arruda, relatora do processo, fez efeito no veredito dado pela maioria da corte, que optou por acatar parte da proposta da ECT, decisão essa que afetou o bolso do Trabalhador e deu fim à diversas cláusulas do ACT que foram originadas nas lutas acumuladas nos últimos 35 anos.

Algumas alterações feitas na proposta da Empresa foram benéficas para a Categoria, a principal delas foi dar fim à artimanha da Empresa para não assegurar alimentação e plano de saúde.

A troca do verbo “poderá” pelo verbo “deve” é um indicativo de que uma empresa pública não pode agir de maneira cruel a ponto de sequer garantir direitos básicos.

Contudo, essa sinalização dada pelos Ministros, assim como a decisão de não declarar a greve abusiva, ainda é pouco perante ao que consideramos justos.

Podemos apenas comemorar o reajuste salarial de 2,6%, já que, ao menos, este reajuste é incorporado ao salário e não pode ser alvo da navalha da diretoria da ACT.

Mesmo tentando enxergar com olhar otimista as conquistas que ainda estão em nosso ACT, estamos nos reerguendo para a luta. Iremos estudar todas as cláusulas, analisar todas as perdas e adotar as medidas jurídicas possíveis para assegurar nossos direitos e buscar melhorias para todos os Ecetistas.

O momento é duro demais para que possamos fazer uma comunicação mais estratégica e precisa, porém, vamos avaliar todas os nossos recursos e buscar, cada vez mais, a união de nossa base e a melhoria no diálogo com o Trabalhador.

E tudo isso tem um motivo: nós precisamos nos unir cada vez mais. O Governo não irá facilitar a realidade do trabalhador. Ele nunca olhou por nós e não será agora que vai olhar.

Como todos estamos vendo, o empobrecimento dos Trabalhadores é uma obsessão deste Governo. Neste instante, toda a cúpula do Governo, da ECT e os asseclas de Jair Bolsonaro comemoram mais um passo na sua estratégia nefasta de privatização.

É exatamente por essa razão que estamos dispostos a lutar cada vez mais. E cada vez com mais força. Nosso desejo é transmitir a todos a necessidade de união e de luta. Nossa empresa, nossa história e nosso futuro estão em jogo. A união do Trabalhador é o caminho para que possamos conquistar vitórias.

O Sindicato sem os Trabalhadores é apenas uma Instituição. Quando está ao lado deles é um exército armado de vozes fortes. A retomada da democracia neste país e a busca por direitos trabalhistas fazem parte da história dos Sindicatos, e agora é hora de relembrarmos a nossa biografia.

Precisamos nos unir, seguir em frente e somar vozes para que possamos lutar pelos nossos direitos.

Vamos seguir na luta, mesmo com todas as adversidades. E contamos com você ao nosso lado nessa batalha que interessa a todos nós.

Principais alterações após o julgamento do Dissídio da Categoria pelo TST

Reajuste salarial: 2,6%

Cláusulas mantidas no ACT

Em ordem crescente, foram mantidas as cláusulas: 01, 03, 14, 18, 21, 22, 23, 24, 28, 29, 30, 32, 34, 35, 41, 43, 44, 46, 51, 63, 66, 67, 69, 74, 75 e 77.

Cláusulas retiradas do ACT, mas contempladas pela legislação vigente

Em ordem crescente, foram mantidas as cláusulas: 04, 05, 06, 10, 11, 15, 17, 25, 27, 31, 54, 56, 57, 58, 60, 61, 62, 67, 69 e 71.

Cláusulas retiradas do ACT

Em ordem crescente, foram mantidas as cláusulas: 07, 12, 13, 20, 26, 36, 37, 38, 39, 40, 48, 49, 55, 59, 64 e 73.

Categoria delibera fim da greve

Em Assembleia realizada na noite de ontem, a Categoria deliberou pelo fim da greve em respeito à determinação do TST.

ATENÇÃO: O ADC de 30% para os motociclistas foi mantido. Ele faz parte do PCCS, portanto, não sofreu alterações após as decisões do julgamento.

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